• Jhonathan Moreira

QUERIDA MULHER, eu sei porque o seu RELACIONAMENTO AFETIVO não decola: Fator 1

Atualizado: 4 de Jan de 2019

Antes de iniciar, gostaria de esclarecer que tenho ciência que todos os relacionamentos afetivos têm suas singularidades e, portanto, não tenho por objetivo trazer uma “fórmula pronta” para todos e que resolverá todos os problemas relacionais e ainda sem fazer nenhum esforço – Isso não existe.


Querida mulher, sei que esse não é o seu pensamento e que está disposta em investir em si mesma e, assim sendo, estará investindo em seu relacionamento, contudo, é importante dizer. E, também, que o título deste post pode parecer generalista, entretanto, não o é – não para o objetivo que tenho: Promover reflexões e apresentar os fatores que podem servir para se alcançar relacionamentos afetivos satisfatórios, felizes e construtivos, tendo em mente que deverá ser feitas as devidas adaptações em detrimento da singularidade de cada relacionamento.


Desse modo, é justo e sincero dizer que apesar da singularidade de cada relacionamento, ao se tomar consciência (com ação) que existem fatores (ou princípios) “universais” que podem ser aplicados em todos os relacionamentos e, com isso, trarão excelentes resultados.


Baseado em minha experiência e pesquisas, identifiquei sete fatores que impedem a decolagem (significa: ter uma relação feliz, satisfatória e construtiva) da relação afetiva. Neste post, trataremos apenas do primeiro fator. A cada semana será postado um novo fator. Agora sim, vamos iniciar? Ótimo... Vamos iniciar a nossa jornada rumo a DECOLAGEM! Aperte o cinto!


FATOR 1

DESEQUILÍBRIO entre o “Dar” e o “Receber”
Foto: Jornal Folha Vitória

Numa relação de casal (namorado, noivo, casado) é essencial que haja um equilíbrio entre o dar e o receber. Em outras palavras, o ser humano tem uma forte tendência à compensação, Isto é, quando alguém dá algo ou faz algo por ele, sente-se impulsionado a “pagar” (compensar) pelo que recebeu e, com isso, enquanto não o fizer, ficará inquieto e, até mesmo, se sentirá muito mal.


Tudo bem, Jhonathan, compreendi, mas “Como funciona isso numa relação de Casal?”, você pergunta. Suponha que desde o início da relação, você, mulher notável, enche o seu parceiro de presentes e faz tudo o que pode por ele.


Entretanto, você - como muita boa intenção - nunca dá tempo para ele retribuir, na mesma medida ou bem próximo, tudo o que dá e faz por ele. Diante disso, com o passar do tempo, o DESEQUILÍBRIO entre o dar e o receber se estabelecerá.


Assim sendo, ele tenderá a se afastar (no sentido afetivo, a princípio) de você e, até mesmo, em casos extremos, romperá a relação. Por quê? Porque se esse desequilíbrio continuar, ele passará a viver em “tensão” constante, pois não consegue se igualar a você, não consegue compensar aquilo que recebe.


Portanto, é preciso ter atenção diante dessa dinâmica – não é só dá de qualquer maneira, mas atentar-se para o quanto se deve dá e abrir espaço para o parceiro retribuir na mesma medida ou bem próximo. Hellinger ilustra bem esta dinâmica relacional:


Essa necessidade de compensação está emparelhada com o amor. Quando o homem presenteia a mulher, ela tem a necessidade de, igualmente, presenteá-lo. E porque o ama, ela lhe dá um pouco mais. Agora é ele quem sente necessidade de compensar e, porque a ama, lhe dá um pouco mais. Assim, da união da necessidade de compensação com o amor, à troca vai aumentando e, com a troca cada vez maior, cresce a felicidade. Este é o segredo de um bom relacionamento a dois. (2006, p.22).

Quando um homem presenteia uma mulher, ela tem a necessidade de, igualmente, presenteá-lo.


Nesse sentido, é evidente que essa necessidade de compensação tem um grande significado para os relacionamentos, especialmente os afetivos, todavia, é essencial falar também sobre o lado “obscuro” desta necessidade.


Mulher Notável que me lê, quando o seu parceiro lhe faz algo de mal, você também terá a necessidade de compensar (se vingar). Calma, isso não é só algo seu, mas é do ser humano – eu e qualquer outro também somos assim. Isto não é ruim e nem bom; é o que é – o que importa é a maneira como se lida com este fato.


“O que é importante saber?”, você pergunta.


É compensar da maneira correta. O ser humano tem uma tendência de tratar o mal da mesma forma que trata o bem – este é o VERDADEIRO MAL. O que quero dizer é o seguinte: Quando o parceiro te faz o bem, você deve fazer o bem numa proporção um pouco maior. Eis aqui o segredo revelado: Quando o parceiro te faz o “mal”, você deve fazer o mal, contudo, numa proporção um pouco menor. Deste modo, o mal dará espaço para o bem e, com isso, a relação voltará ao equilíbrio.


Segundo Hellinger (2006 – grifos meu), quando alguém nos faz algum mal, sentimos a necessidade de compensar. O problema está que poucos conhecem o segredo da compensação do mal e, desta forma, tratam o mal da mesma forma que se trata o bem.


Desse modo, quando alguém lhes faz algum mal, sentem-se justificados e redimidos para “pagar na mesma moeda” e com juros (e correção monetária) e, por consequência, a troca do mal se intensifica.


Para concluir, Hellinger nos ensina uma regra bem simples para solucionar essa questão:


Deve-se unir a vingança com o amor. Então, quando alguém me fere, devo também ferir a ele, mas, como eu o amo, causo-lhe um pouco menos de mal. Então o outro não mais tem direito de me ferir. Pelo contrário, a troca no bem pode recomeçar. Quem não retribuir àquele que lhe causou mal também com algo de mal coloca o amor em perigo. O perdão do mal coloca um ponto final na troca no bem. Assim, a vingança é necessária, porém com amor. É isso o que eu tinha a dizer acerca de relacionamentos humanos (2006, p.22).

Deve-se unir a VINGANÇA com o AMOR.


Mulher notável, o presente artigo fez sentido para você? Deixe seu comentário, pois, ele será muito bem-vindo e válido. Dê sugestões de temas também. Deste modo, posso saber como poderei servi-la melhor.

Em gratidão e honra as Mulheres Notáveis, J. Moreira

Fonte: e-book “QUERIDA MULHER, EU SEI POR QUE O SEU RELACIONAMENTO AFETIVO NÃO DECOLA” (J. Moreira).


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SOBRE

JHONATHAN MOREIRA GERMANO é Psicólogo, Escritor e Palestrante brasileiro. Desde 2010 tem estudado as dinâmicas e as especificidades das relações humanas. É autor do livro Investindo em Relacionamentos (2017), que já vendeu mais de cinco mil exemplares. Ministra palestras dentro e fora do estado do Espírito Santo. Moreira atua como Psicoterapeuta, com foco em ajudar seus (suas) clientes a protegerem suas emoções, administrarem seus pensamentos, bem como a construírem relações de qualidade, uma vez que quanto mais sucesso obterem nessas áreas, mais a felicidade, a saúde e o bem-estar pleno se tornarão um com eles. E, assim, num dia após o outro, construirão uma vida boa ao se tornarem autores (as) de suas histórias.

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